Exames

Endoscopia

A Endoscopia Digestiva Alta consiste em um método de investigação de doenças do esôfago, estômago e duodeno através de tubos flexíveis introduzidos pela cavidade oral. Esses instrumentos permitem visualizar a mucosa (revestimento interno) do tubo digestivo para detalhada avaliação, coletar material para avaliação microscópica e realizar procedimentos. Inicialmente, examina-se o órgão como um todo para verificar se há alguma alteração em seu revestimento. Na prevenção do câncer, é um método bem estabelecido, especialmente do câncer de estômago e esôfago. Pequenas lesões, assim como lesões superficiais, podem ser removidas durante o procedimento endoscópico, evitando-se desta forma cirurgia convencional.

A endoscopia, como um todo, evoluiu muito nas últimas décadas. É possível, também, examinar as vias biliares e pancreáticas.

Existe um receio dos pacientes quando lhes é solicitada endoscopia, porque a palavra endoscopia está associada a algo que vai nos impedir de respirar, ao mesmo tempo em que algo entrará em nosso organismo. Na realidade os procedimentos endoscópicos nos dias de hoje são indolores. Tanto a endoscopia alta quanto a baixa são efetuadas sob sedação endovenosa que não deixa o paciente sentir dor ou desconforto. A respiração do paciente é normal durante o exame, e sua oxigenação é controlada através de equipamentos. A duração do exame de endoscopia digestiva alta é de 5 a 20 minutos, podendo prolongar-se em situações mais difíceis ou quando for necessário biópsias ou outro procedimento.

Você será conduzido para a sala de recuperação, onde ficará repousando por 15 a 30 minutos, tempo suficiente para despertar completamente. Um familiar ou amigo deverá acompanhá-lo até a sua residência. Importante: não poderá dirigir ou tomar qualquer decisão ou atitude importante (por exemplo, assinar cheques, documentos ou operar máquinas e equipamentos). O médico lhe dará um atestado para dispensá-lo do trabalho se for o caso. Poderá se alimentar normalmente após os exames.

Colonoscopia

A colonoscopia é o exame endoscópico do intestino grosso e porção distal do íleo. É realizado principalmente para detecção de pólipos (tumores benignos), que podem sofrer transformação para malignidade. O exame detecta cânceres iniciais e faz o diagnóstico de tumor avançado. É utilizado também para o diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais e outras patologias. Além da avaliação da mucosa intestinal e do calibre do órgão, permite a realização de coleta de material para exame histopatológico (biópsia) e a realização de procedimentos como a retirada de pólipos (polipectomia), descompressão de volvo intestinal e a hemostasia de lesões.

A Colonoscopia é indicada para:

  1. Todas as pessoas acima de 50 anos (prevenção de câncer de cólon e reto);
  2. Pessoas acima de 40 anos com histórico familiar de câncer de cólon ou reto;
  3. Diarreia com sinais de alarme;
  4. Constipação intestinal (prisão de ventre);
  5. Dor abdominal;
  6. Sangramento baixo (via anal);
  7. Tumores benignos ou malignos;
  8. Doenças inflamatórias intestinais (colites).

O procedimento é realizado em sala apropriada para o exame, com ou sem a presença de anestesista, de acordo com os protocolos de sedação da instituição. O exame consiste na introdução de um tubo flexível (colonoscópio) através do intestino grosso. O procedimento dura, em média, de 15 a 60 minutos.

Para um exame seguro e efetivo, o cólon deve estar completamente limpo. O paciente deve seguir as orientações de preparo com rigor – arquivo ao final do texto.

A maioria dos medicamentos de uso habitual deve ser utilizada como de costume, porém alguns podem interferir no preparo ou no próprio exame. É importante informar aos médicos quais os medicamentos que costuma usar, como aspirina, medicações para artrite, anticoagulantes, insulina e produtos contendo ferro, bem como alergias a medicamentos, doenças pulmonares e/ou cardíacas.

Após o exame, o paciente deve ser encaminhado para uma sala de recuperação pós-anestésica, até que todos os efeitos da medicação tenham passado. A colonoscopia é geralmente bem tolerada e raramente causa dor. Entretanto, é possível que ocorra sensação de pressão, inchaço ou cãibra em alguns momentos após o exame, que desaparecerão em seguida. A dieta será liberada, a não ser que o médico oriente de outra forma.

O médico informará sobre o resultado do exame logo após a sua realização. Em caso de realização de biópsias, o hospital informará quando o resultado estiver disponível.

  1. Não dirigir nenhum tipo de veículo automotivo, por um período de 12 horas, caso seja sedado;
  2. Não retornar ao trabalho caso seja sedado;
  3. Não retornar para casa sem acompanhamento;
  4. Alimentação leve;
  5. Ingerir líquidos.

Endoscopia Digestiva Alta e Colonoscopia Pediátrica

A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) em crianças e adolescentes apresenta algumas particularidades que a difere do exame em adultos. Nas crianças, as doenças funcionais recebem atenção especial.

Todo o cuidado e atenção são oferecidos no atendimento à criança, desde o contato inicial com o paciente, a escolha do local para realização do exame e até a presença de uma equipe multiprofissional habituada ao atendimento pediátrico são de grande importância e devem propiciar bem-estar e conforto aos pacientes e seus familiares.

O exame é realizado na maioria dos casos sob sedação e o paciente é mantido sob contínuo e cuidadoso monitoramento, sendo assistido pela equipe multiprofissional. Alguns grupos de pacientes podem necessitar de anestesia geral.

Já na colonoscopia, vários aspectos diferem do exame realizado em adultos, incluindo indicação do exame, preparo intestinal, tipo de anestesia ou sedação, diagnósticos esperados e a necessidade de avaliação do íleo terminal (porção final do intestino delgado). A realização da colonoscopia nos pacientes pediátricos é mais complexa em relação aos pacientes adultos, desde o preparo intestinal, que requer a colaboração do paciente, até a sedação, pois o paciente pode estar agitado ou, muitas vezes, assustado com o procedimento que será realizado.