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Balão Intragástrico

Trata-se de um dispositivo colocado no interior do estômago com intuito de diminuir a ingestão alimentar ao proporcionar saciedade precoce.

Consiste em um balão de silicone com válvula lisa, e catéter de introdução, o qual será preenchido com solução salina e azul de metileno estéreis (400 a 700ml). É um dispositivo seguro e eficaz para redução de peso, podendo permanecer até 6 meses no estômago, quando então deve ser retirado.

O acompanhamento do paciente deve ser multidisciplinar (psicólogo, nutricionista e profissional de educação física) para que os melhores resultados sejam alcançados.

O comprometimento do paciente com seu tratamento é fundamental. É importante salientar que as mudanças nos hábitos de vida (reeducação alimentar e prática de exercícios físicos) são de suma importância e devem ser mantidas por toda a vida para manutenção da perda de peso (ou manutenção do peso atingido) e uma vida mais saudável.

A expectativa de perda de peso no período em que o paciente permanece com o balão é de 8 a 15% do peso inicial, sendo determinada principalmente pela aderência do paciente às orientações da equipe, adotando as medidas dietéticas e comportamentais orientadas.

O balão intragástrico é normalmente indicado para pacientes com obesidade que já tentaram outros tratamentos clínicos, mas tiveram resposta insatisfatória. É também indicado para aqueles que não toleram medicamentos devido aos efeitos ou não podem usá-los devido a alguma doença ou condição clínica. A Anvisa, órgão regulador brasileiro, aprovou seu uso para pacientes acima do IMC 27 (sobrepeso).

Pode ser útil também nos casos de pacientes que serão submetidos à bariátrica, para promover perda de peso antes da cirurgia, tornando-a mais segura e facilitando o procedimento do ponto de vista técnico.

Antes da colocação do balão deve ser realizada endoscopia digestiva alta com pesquisa de H. pylori. Se constatada infecção pelo H. pylori, deve-se tratá-la antes da colocação do balão.

O procedimento é realizado com auxílio de endoscopia digestiva alta, sob sedação. O balão é introduzido pela boca, vazio, até o estômago, sendo então posicionado e preenchido com azul de metileno sob visão endoscópica.  O procedimento dura cerca de 20 minutos.

Os sintomas tendem a ser mais importantes nos primeiros 7 dias após a colocação do balão, requerendo mais cuidados, até que ocorra a adaptação do organismo à presença do balão. Normalmente são prescritos medicamentos para inibir a acidez do estômago, bem como as cólicas, náuseas e vômitos que representam uma resposta fisiológica inicial do organismo à presença do balão. Mesmo com uso da medicação preventiva, 80% dos pacientes apresenta algum episódio de vômito nesta fase de adaptação.

Além disso, deve-se ter um cuidado especial com a dieta. Prescrita e acompanhada por um nutricionista especializado, constitui-se inicialmente de líquidos, evoluindo para alimentos pastosos e normalizando a consistência com o passar dos dias. Bebidas alcoólicas devem ser totalmente evitadas.

O balão pode permanecer por até 6 meses e sua retirada é realizada também com auxílio de endoscopia digestiva alta e sob anestesia geral.

Após visualizar o balão, procede-se seu esvaziamento. O balão então é apreendido por pinça apropriada e retirado.

O acompanhamento multidisciplinar deve ser mantido após a retirada do balão para assegurar sequência no tratamento e melhora na qualidade de vida.

Para que se obtenha o máximo de benefício com o balão intragástrico, é fundamental o acompanhamento com equipe multidisciplinar especializada.

Consulta com médico devidamente capacitado para avaliar cada caso, para identificação das particularidades de cada paciente, deve ser o primeiro passo.

Além do acompanhamento, é necessário o comprometimento do paciente com as orientações e mudanças comportamentais para que os resultados possam ser otimizados.