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Balão gástrico x cirurgia bariátrica – o que é melhor?

Ao surgir a percepção da necessidade de perder peso, várias dúvidas e possibilidades passam pela cabeça dos pacientes.

As opções mais frequentemente lembradas são: dietas (desde as mais brandas até as mais radicais), medicações (de inibidores de apetite a modulações hormonais mais agressivas) e cirurgia bariátrica (com várias técnicas disponíveis, cada qual com suas particularidades).

Cabe ressaltar que todas as opções terapêuticas podem ser válidas e seguras, desde que sejam observadas as peculiaridades de cada paciente, como seu índice de massa corpórea (IMC), histórico de tratamentos prévios, doenças, cirurgias prévias, características de padrão alimentar e preferências pessoais, para citar algumas.

O fundamental é que a opção terapêutica seja bem indicada e acompanhada por profissionais sérios e capacitados. Independentemente da modalidade escolhida, adotar hábitos de vida saudáveis como alimentação balanceada e prática de exercícios físicos são fundamentais.

Nesse emaranhado de opções terapêuticas, também surge o balão intragástrico, conhecido por muitos como “balão gástrico”, que, apesar de já bem consolidado como método efetivo e seguro pela classe médica, surpreendentemente ainda causa dúvida nos pacientes.

Este dispositivo é considerado como método minimamente invasivo, pois é colocado com auxílio de endoscopia digestiva alta e sob sedação, sem a necessidade de internação hospitalar (salvo em casos de exceção) e sem cortes (não trata-se de ato cirúrgico). Além disso, o método é considerado temporário, pois o dispositivo deve ser retirado em prazo estabelecido, já previamente a sua colocação, conforme as características do balão escolhido. Tudo feito em decisão conjunta entre médico assistente e paciente. Via de regra, as opções são entre os balões de 6 ou 12 meses.

A indicação do balão intragástrico é frequentemente realizada para pacientes com índice de massa corpórea (IMC) entre 27 e 32 Kg/m². Porém, outros cenários também podem levar à escolha deste método.

Pacientes com IMCs maiores e que apresentam contraindicações à cirurgia bariátrica, ou que simplesmente não desejam ser submetidos a ato cirúrgico, também podem se beneficiar deste recurso.

Uma vantagem interessante do balão intragástrico é o fato de que o método não causa alterações anatômicas permanentes no organismo, portanto, não contraindica procedimentos cirúrgicos em momentos futuros, caso esta necessidade se estabeleça. Inclusive, uma das possíveis indicações do balão intragástrico é para pacientes superobesos, com IMC acima de 50 Kg/m² e que serão submetidos a cirurgia bariátrica. A colocação do balão intragástrico no pré operatório pode proporcionar boa perda de peso, tornando o ato cirúrgico mais seguro e tecnicamente mais fácil.

Conteúdo escrito por:

Dr. Samir Smaka Ivanoski Junior

CRM-PR: 28.293.
Cirurgião Geral (RQE : 16.951).
Cirurgião do Aparelho Digestivo (RQE : 19.237).
Área de Atuação em Endoscopia Digestiva (RQE : 22.766).

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